segunda-feira, 31 de março de 2008

Viva o amor infinito




Faça um pacto com você mesmo: ao contrário de tentar adivinhar intenções, desfrute o sentimento verdadeiro de estar com outro.

É comum opor-se emoção e razão, mas poucas pessoas percebem que a maioria das emoções nascem justamente de pensamentos.


São simples reações que ocorrem a partir da idéia que se faz da atitude do outro, seja no trabalho, em casa ou numa roda de amigos.


Atribui-se ao outro certas intenções e reage-se a elas.


São diferentes dos sentimentos, que nascem da convivência do estar com o outro, e não da idéia que fazemos dele.


Quando sentimos raiva, por exemplo, não é que estejamos insatisfeitos como o que aconteceu a nós, mas sim com o que imaginamos que tenha sido a intenção de alguém:


“Estou com raiva porque acho que você não me respeitou”.


“Estou com raiva porque isso que você fez não é típico de quem ama”.


Será que a intenção do outro era mesmo respeitar?


Será que, porque fez isso, ela não o ama?


Conflitos de relacionamento são quase sempre o resultado de interpretações errôneas, tentativas de adivinhar intenções e muito pouco o resultado do sentimento verdadeiro de estar com o outro.


Lidar com os sentimentos, os próprios e os dos outros, é uma arte.


Precisa ser cultivada e treinada com qualquer outra arte.


Portanto, agora, procure isentar seus relacionamentos de preconceitos ou pré-juízos.


Procure aceitar os outros como eles são.


Para os outros dias de sua vida, faça um trato com você mesmo: vá de mente e coração limpos ao encontro das pessoas do seu convívio.


Deseje estar com elas e esteja integralmente.


Ao contrário de tentar desvendar o propósito do outro com você, estabeleça consigo mesmo o seu propósito de estar aberto para a outra pessoa.



E, se lhe parece difícil viver em harmonia com as pessoas a sua volta, acredite que sim.


Pois, quando lhe disserem que algo em que você acredita é impossível, tenha paciência. Talvez ele não saiba de verdade que a vida é o eterno ato de transformar o impossível em realidade.


Afinal, como explicar que dois seres humanos tão imperfeitos criem um amor tão infinito?


Viver é acreditar e realizar o impossível.


Antes de Santos Dumont, ninguém achava possível fazer voar um aparelho mais pesado que o ar.


Até que ele acreditou e, com determinação, criou o avião.


Com exceção de mudar o outro, tudo é possível.


Desde que alguém acredite, abandone seus preconceitos e se proponha a concretizá-lo.

Um comentário:

Anônimo disse...

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